O ego pode ser um poderoso aliado na construção de um executivo confiante. Também pode ser uma pedra de moinho no pescoço de alguém tentando tomar boas decisões em nome de uma organização.
Como pode este paradoxo existir? Simples.
Os traços que fazem um líder confiante são os mesmos que podem levá-lo a abandonar um esforço de equipe quando tomando decisão. Por exemplo, a iniciativa do grupo pode ser bem-vinda quando a equipe e o executivo compartilham um ponto de vista. Mas esta confiança e apego em tomar decisões podem fazer o mesmo executivo agir sozinho quando lhe convém.
Ser inconstante não costuma resultar em decisões eficazes. Na verdade, leva a uma falsa sensação de autoconfiança que ao longo do tempo corrói a confiança que os outros tem em sua capacidade de liderar.
O apego a tomada de decisões pode ser perigoso para um executivo e sufocante para uma empresa. É importante alertar os executivos contra o mito de que: só porque eles têm feito uma decisão no mais alto nível que ela se tornará a melhor decisão para um problema ou situação.
A maioria dos problemas ou crises não são resolvidas, eles são apenas temporariamente resolvidas. Isso é ainda mais verdadeiro se os executivos se cercaram de pessoas com a mesma mentalidade e que têm a mesma opinião. Eles podem ser pessoas talentosas com muito a contribuir para uma organização. Mas se todos pensam da mesma forma e têm as mesmas experiências, então a probabilidade é alta que todos eles cheguem a mesma conclusão na forma de abordar um projeto.
Isso leva facilmente a uma decisão de consenso. Raramente vai levar a melhor.
Em vez disso, o que muitas vezes acontece é que o executivo é mais focado em tomar uma decisão e depois medir como os outros de fora do círculo superior veem a decisão. O líder está tão certo que a decisão é correta, que qualquer discussão em grupo acaba rapidamente.
Depois segue-se uma pressão indevida para agir sobre essa decisão. Executivos com este hábito interpretam qualquer avaliação da sua decisão como atraso. Para combater essa lentidão percebida, eles então começam a microgerenciar e mandar.
O objetivo é ter um processo de tomada de decisão que usa todos os ativos de uma organização e, portanto, faz um executivo um verdadeiro líder para cada membro da equipe – não apenas aqueles que estão na esfera principal.
Aqui estão seis passos para melhorar a sua tomada de decisão:
No. 1: Tente outra vez. Só porque algo não deu certo antes, não significa que não deve ser considerado. Os tempos mudam. Adapte-se com eles.
No. 2: Reduza a velocidade e faça algumas perguntas. Tomar decisões eficazmente não é medida contra um cronômetro. A decisão rápida não é sempre a melhor, e se não houver uma razão imperativa para tomá-la não a tome. Se parece haver urgência na tomada de decisão, o que está influenciando isso? Adquira o hábito de perguntar por que uma decisão deve ser tomada imediatamente.
No. 3: Opere à margem do caos. Muitos executivos vêem o controle de ferro como uma liderança eficaz. Isso não é liderança, isso é poder. É um mito que os dois são intercambiáveis. Em vez disso, desenvolva uma cultura na organização que acolha soluções alternativas. Torne-a uma rotina prática. Deixe as pessoas se sentirem livres para questionarem as ideias em consideração. Que as pessoas saibam que você está realmente confiante o suficiente para admitir que a melhor decisão pode não ser uma que originou em você.
No. 4: Pergunte e escute. Quando as ideias começam a chegar, os executivos devem fazer perguntas. Os verdadeiros líderes são suficientemente confiantes na sua própria capacidade e legitimidade para procurar aconselhamento de pessoas de fora do seu círculo íntimo. Converse com pessoas com experiência e conhecimentos diferentes.
No. 5: Busque ajuda. Assim como um verdadeiro líder é confiante o suficiente para pedir ajuda, os líderes eficazes estão cientes de suas próprias forças e fraquezas. Uma forma de avaliar a capacidade de liderança é encontrar um coach, colega ou amigo que possa se relacionar a uma situação de trabalho. Muitas vezes, uma perspectiva mais clara pode ser encontrada a partir de um ponto de vista diferente.
No. 6: Deixe o ego ir. Auto-confiança e ego são fatores comuns em líderes, mas um líder eficaz deve aprender quando liberar a necessidade de estar no controle. Delegue. Construa uma equipe que é confiante e capaz. Os bons líderes são também bons professores que não têm medo de ver os outros ao seu redor terem sucesso.
