Nove Hábitos dos Gerentes Incompetentes

Vivenciando a liderança organizacional, tenho visto nas empresas os hábitos que os gerentes adotam e que detonam seus desempenhos, de sua equipe e por conseguinte de sua empresa.

Resistência a ação: Há sempre uma abundância de razões para não tomar uma decisão, razões para esperar por mais informações, mais opções, mais opiniões. Mas os verdadeiros líderes mostram uma tendência consistente para a ação. As pessoas que não cometem erros geralmente não fazem nada. David Ogilvy falava que uma boa decisão de hoje vale muito mais do que uma decisão perfeita no próximo mês. Cuidado proscratinadores!

Segredo: “Nós não podemos dizer ao pessoal”, é algo que eu ouço os gerentes dizerem repetidamente. Eles defendem esta posição com o argumento de que o pessoal vai se distrair, ficar confuso ou simplesmente incapaz de compreender o que está acontecendo na empresa. Se você tratar os trabalhadores como crianças, eles irão se comportar dessa maneira – o que significa problemas. Se você tratá-los como adultos, eles podem simplesmente responder da mesma forma. Poucos assuntos em negócios devem ser mantidos confidenciais e bons gestores podem identificá-los facilmente. O amante de sigilo tem problemas para ser honesto e tem medo de deixar seus pares ter a informação de que necessitam para desafiá-lo. Ele prefere defender a sua posição do que o avanço da missão da empresa. Segredos tornam as empresas politicamente ansiosas e cheias de desconfiança.

Excesso de sensibilidade: “Eu sei que ela está sempre atrasada, mas se eu levantar o assunto, ela vai se machucar.” A incapacidade de ser direto e honesto com o pessoal é um sinal de alerta crítico. Pode o seu gerente ver um problema, solucioná-lo rapidamente e seguir em frente? Se não, os problemas não serão resolvidos, eles vão crescer. Quando os gerentes dizem que o pessoal é muito sensível, eles estão geralmente descrevendo a si mesmos. Curiosamente, o sigilo e excesso de sensibilidade, quase sempre andam juntos. Eles são um preconceito contra a honestidade.

Amor aos procedimentos: gestores que se agarram às regras, as requisições e se referem aos outros colegas por seus títulos se esqueceram de que existem regras e processos para agilizar os negócios, não para ritualizá-los. Amor aos procedimentos, muitas vezes mascara uma fatal incapacidade de priorizar – uma tendência para polir a prata, enquanto a casa está em chamas.

Preferência por candidatos fracos:
Foram entrevistados três candidatos a emprego para uma nova posição. Um deles era claramente demasiado inexperiente, um outro levou todos para o caminho errado e o terceiro era superior ao resto. Quem o nosso gerente queria contratar? O inexperiente. Ele sentiu-se ameaçado pelo candidato super-competente e não tinha a confiança para saber que se deve sempre contratar pessoas mais inteligentes do que você.

Concentrar-se em pequenas tarefas: Um vendedor sênior sempre produziu os gráficos mais perfeitos, previsões e planilhas. Ele estava sempre na hora certa, seus dados completamente atualizados. Ele sempre era voluntário para projetos nos quais ela não tinha conhecimentos fundamentais – os planos de marketing, previsões financeiras, reuniões com gerentes de banco, etc. Toda essa atividade era para esconder o fato de que ele não poderia fazer seu trabalho real.

Alergia aos prazos: O prazo é um compromisso. O gerente que não pode definir e manter os prazos, não pode honrar os compromissos. A incapacidade de definir e cumprir prazos também significa que ninguém pode se sentir um verdadeiro realizador. Você não pode celebrar metas se não houver nenhuma.

Dependência de consultores:
Um comum – mas caro – jeito de adiar a tomada de decisões é contratar consultores que podem recomendar várias alternativas. Enquanto eles estão desenvolvendo seus trabalhos, os gestores não precisam fazer nada. E quando as escolhas do consultor são apresentadas, os debates que se seguem muitas vezes absorvem muitas horas, dias, meses. Enquanto isso, sua organização fica mais pobre, e não mais ágil. Quando o consultor vai embora, ele leva o seu dinheiro e um maior conhecimento com ele.

Trabalhar longas horas: Na minha experiência, os gestores ruins trabalham durante longas horas. Eles pensam que esta é uma marca de heroísmo, mas é provavelmente a única grande marca da incompetência. Para trabalhar de forma eficaz, você deve priorizar e ter ritmo. O gerente que se orgulha de noites, madrugadas de trabalho não pode gerenciar a si mesmo, assim você não deve deixá-lo controlar ninguém.

Qualquer um destes comportamentos deve soar um alerta em você. Mais de dois – deve soar uma vuvuzela!

About

Fernando Landim - Coach de Liderança e de Executivos, Consultor de Negócios, Analista Comportamental e de Valores Pessoais. Atua a mais de 19 anos, ajudando profissionais e empresas a se desenvolverem e tornarem mais competitivas.

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